Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





A todas as conquistas feitas. A todas as lutas pelo que nos falta conquistar. A todos os medos enfrentados. A todas as barreiras derrubadas. A todas as causas ganhas. A toda a coragem e determinação. A todos os sorrisos e a todas as lágrimas. 

A todas as avós. A todas as mães. A todas as filhas. A todas as mulheres que hoje, um pouco mais que em qualquer outro dia, têm um brilho especial.

À liberdade. À igualdade. Sempre.

 

 

Orgulhosamente

26.02.14

São sete as áreas de ensino analisadas. São 200 as "melhores escolas do mundo". Uma delas é a Universidade do Porto. Hoje, mais do que nunca, sou uma orgulhosa ex-aluna desta instituição. Eleva-nos o ego e o espírito fazer parte desta importante e memorável família, desta casa que me acolheu ao longo de quatro anos e que, reciprocamente, apostou em mim. Hoje, mais do que nunca, é dia de agradecer a todos aqueles sem os quais isto não seria possível, por toda a dedicação, empenho e trabalho demonstrado. Foram muitas as lágrimas e os dissabores que a UP testemunhou mas, no final, só ela me sabe deixar assim com um sorriso nos lábios pelas notícias da minha casa. Obrigada UP!

 Fonte 

Do ridículo

10.02.14

Quando achava que nada podia ultrapassar o ridículo do sorteio de carros topo de gama por parte do Fisco, eis que dou de caras com isto. E são os jovens deste país obrigados a emigrar por falta de oportunidade e progressão de carreira... 

Das praxes

24.01.14

Em fila indiana, dois a dois, saímos do anfiteatro onde cada um de nós, maioritariamente, tivera o primeiro contacto com a praxe. De olhos postos no chão, deslocámo-nos para um pequeno jardim nas traseiras da faculdade. Em filas, sempre de olhos postos no chão, recebemos as primeiras ordens. De quatro aprendemos os primeiros cânticos, as primeiras regras, a importância da hierarquia que, durante os próximos anos, teríamos, obrigatoriamente, de respeitar. Seguiu-se uma semana de actividades pela cidade sempre acompanhadas de duras regras, grandes provas físicas e, acima de tudo, psicológicas. Foi a chamada "Semana de Recepção ao Caloiro". Mas aquilo era apenas o começo. Semanalmente, as provas repetiam-se. A obediência era cada vez mais cega, as humilhações cresciam de tom, os nomes de praxe cada vez mais provocadores, a ideia de "integração e socialização" com que havíamos sido iludidos tempos antes desvaneciam-se. Os caloiros eram cada vez menos, quase sempre envoltos numa enorme mancha negra de doutores e veteranos que se divertiam a gritar, a rir e a gozar. A troca de palavras entre caloiros era expressamente proibida; a troca de palavras entre estes e os doutores era alvo de castigo. Naquelas horas praxísticas éramos seres sem direitos, subordinados a um código, a uma hierarquia a quem devíamos estrita obediência, a rituais de "iniciação na vida". Seríamos "recompensados" com insígnias. Éramos uma "massa" que deveria estar unida qualquer que fosse a circunstância, que deveria mostrar orgulho por estudar naquela faculdade, por poder representar aquela instituição nas mais diversas actividades académicas e praxísticas. Éramos também os bobos da corte; os bonecos de trapos nas mãos de doutores, veteranos e dux. O ego era espezinhado e o amor próprio deixado à porta da faculdade. Era uma "experiência de vida", diziam-nos eles, "uma pequena amostra daquilo que vos espera no futuro." Acima de tudo era o gozo e a sede de poder de uma subida galopante de quem, de capa traçada e colher de pau, nos praxava. A frustração impressa nos rostos de quem consegue sentir-se bem ao insultar quem está de quatro, com os olhos a fitarem o chão. Ao menos que tivessem coragem de nos humilhar olhando-nos nos olhos!

É hora de louvar a coragem, a determinação e a preseverança com que raros Homens são abençoados. É hora de continuar o caminho deixado em aberto por Nelson Mandela. É hora da coragem triunfar sobre o medo. É hora de ver e agir, pois só assim conseguimos mudar o mundo. É a hora da liberdade!

Obrigada, Madiba!

 

1918-2013

Uma manifestação da CGPT numa ponte chamada Salazar. Ironias da vida!

Das greves

20.06.13

Tive a sorte (ou não) de estudar num colégio semi-privado. Nunca me achei melhor nem pior que outros colegas meus que estudavam na escola pública, mas lembro-me de nunca, durante os sete anos em que lá estudei, ter ouvido a palavra "greve". Não que os professores não estivessem descontentes com o ensino, com o ministro da educação, com as leis da educação (ninguém está contente durante sete anos), mas naquela altura a greve não era uma "moda". Tive excelentes professores, pessoas de quem me orgulho e a quem muito devo grande parte daquilo que sou; pessoas que contribuíram para a minha formação intelectual e pessoal; pessoas que me passaram valores fundamentais, sobretudo justiça. Pergunto-me: qual é hoje o conceito de justiça para esses professores? A greve há muito que deixou de ser um meio de reivindicar os direitos. A greve é hoje um meio egoísta de chamar a atenção, um meio de vitimização e, pior, a greve é hoje boicote! Não sou contra o direito à greve. Sou contra a forma de greve que se pratica, e a greve dos professores é exemplo disso. Fazer greve no dia de um exame nacional (que só por coincidência é o exame que atinge todos os alunos do 12ºano) que pode condicionar a entrada de muitos alunos na universidade é o expoente máximo do ridículo em que caímos. A questão não é fazermo-nos ouvir, lutar por aquilo em que achamos justo, pegar nas armas e sair à rua. Não. Não foi isto que os professores pretenderam. O caminho seguido foi o mais fácil: pegar em alunos e transformá-los em verdadeiras cobaias de uma experiência que, em alguns casos, poderá resultar muito mal. Qual é o conceito de justiça para estes professores? Como pode, amanhã, um professor ser respeitado por parte dos alunos quando esse respeito não é mútuo? E se amanhã uma turma boicotar um teste invocando estar apenas a "exercer o seu direito à greve"? Há uma diferença entre exercer o direito à greve e boicotar; há uma diferença entre exercer o direito à greve e violar os direitos dos outros. Há, sobretudo, falta de brio profissional. É isto que me assusta. Saber que ali, à minha frente, durante os 90 minutos de uma aula está alguém que se "está nas tintas" para o meu futuro. Alguém que coloca os seus interesses pessoais e profissionais acima de tudo. É isto que me assusta. Saber que, um dia, os meus filhos serão uns "ratos de laboratório"; uns "seres" sem o direito a poder fazer um exame de forma digna.


Mais sobre mim

foto do autor


origem

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D